O que ganha a batalha?

CL Luciano Guimarães Pereira *
Na última instrução leonística de sua gestão, o Presidente Internacional Jimmy Ross falava sobre "o poder de um".

Em sua brilhante exposição, Jimmy Ross contou a história do LIONS Clube de Canton, Texas, que atravessava uma crise. Os sete associados remanescentes estavam divididos: três optavam por extinguir o clube, três insistiam em continuar. Um associado, inicialmente indeciso, decide-se por tentar mais uma vez. Isso foi em 1967.

Hoje o clube possui cerca de 120 associados e uma notável lista de serviços prestados.

Conforme Jimmy Ross: "A história de LIONS Canton mostra 'o poder de um'. Uma única pessoa pode fazer a diferença entre nada a ser conquistado e um mundo de vitórias. Uma pessoa que acredita numa causa pode mudar o curso dos acontecimentos. Uma pessoa que recusa se entregar ao desânimo ou desengano pode trazer muitos benefícios a milhares de pessoas."

Ao ler esse relato, lembrei-me de um trecho interessante da monumental obra "Guerra e Paz", de Leon Tolstoy. Tendo como fundo a invasão da Rússia pelas tropas napoleônicas, Tolstoy desenvolve ricas reflexões sobre as ambições e crenças humanas, num momento de grande convulsão social. No livro, há uma conversa entre dois amigos sobre as causas da vitória em uma batalha:

"- Há quem diga, no entanto - voltou ele - que a guerra é como que uma partida de xadrez.

-Talvez, replicou o príncipe André , mas com esta pequenina diferença: que no xadrez, antes de mexeres uma pedra, te é dado pensares o tempo que quiseres, o tempo não urge: e com esta diferença ainda: que o cavaleiro é sempre mais forte que o peão, que dois peões são sempre mais fortes do que um, enquanto na guerra um batalhão às vezes é mais forte que uma divisão e outras mais fraco que uma companhia. Ninguém é competente para conhecer a força relativa das tropas. Acredita no que te digo: se o resultado dependesse das medidas tomadas pelos estados-maiores, eu teria ficado no estado-maior e aí daria as minhas ordens, mas é aqui, neste regimento, que eu e estes senhores temos a honra de servir; é de nós, realmente, em minha opinião, que depende o dia de amanhã e não deles... 0 êxito nunca dependeu, nunca dependerá, nem da posição, nem do armamento, nem mesmo do número de tropas, sobretudo nunca dependeu da posição.

- Então de que depende?

- Do sentimento íntimo que existe em mim, naquele, apontou para Timokine , no sentimento íntimo de cada soldado.

0 príncipe André olhava fixamente para Timokine, que, por sua vez, fitava o seu comandante com olhos assustados e estupefatos. Em vez de calado e sorumbático, como habitualmente, o príncipe André parecia agora extremamente agitado. Percebia-se que não podia deixar de exprimir os pensamentos que lhe iam a tropel.

- Ganha a batalha quem decide firmemente ganhá-la."

A reflexão do Príncipe André corrobora a mensagem que Jimmy Ross passa em sua instrução.

No LIONS, muitas vezes ficamos reféns dos líderes. Esperamos o que o Presidente vai dizer, o que o Governador vai fazer, o que o Diretor Internacional vai sugerir. Esquecemos, por medo ou comodismo, que o LIONS começa a partir da nossa ação.

Como bem alertou o príncipe André de pouco adianta os comandos do "estado-maior", o que importa é o "sentimento íntimo de cada soldado".

Nós somos os soldados de que fala o príncipe André. Nós temos o "poder do um", na reflexão do Presidente Jimmy Ross. Qual é o nosso sentimento íntimo? Qual é o nosso poder individual?

Até onde estamos dispostos a nos envolver, nos sacrificar e nos comprometer?

- "Ganha a batalha quem decide firmemente ganhá-la."

Um abraço das terras inconfidentes!


CL Luciano Guimarães Pereira * CL Luciano Guimarães Pereira
Assessor de Juventude do Distrito LC-4
Assessor de Comunicação e Divulgação do DMLC
E-mail: efgp@uaivip.com.br
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