É permitido sentir saudade em Lions?

CaL Eunice Rodrigues de Mello Junqueira *
A saudade é um sentimento nostálgico e traduzida ao pé da letra, significa um dolorido desejo de rever pessoas que já se foram ou reviver momentos vividos, agasalhados no recôndito de nossas lembranças.

Somente os humanos desfrutam a nostalgia de sentir saudade e somente eles são, também, capazes de desenvolver contatos ou relações que ficam marcadas na memória, ativando lembranças felizes que nos transportam ao passado.

Essas relações humanas, em Lions, é que fazem a excelência de seu companheirismo e pergunta-se: se ainda estamos vivenciando o leonismo, por que dele sentir saudade?

Nossa permanência no movimento nos permite afirmar que temos uma certa experiência leonística nos possibilitando comparar o leonismo de hoje e de tempos atrás. Quiséramos ter estado nele há muito mais tempo e poderíamos dizer, com maior categoria, do sentimento de saudade que hoje é comum aos associados mais antigos, quando em atuais reuniões de companheirismo.

O que mudou no Lions? A sociedade é certo que mudou e, por conseguinte a vida das pessoas em relação à sua própria economia, costumes, objetivos, ideais, valores, mas Lions permanece ainda, com seus objetivos e seu precioso código de ética e, mudando a sociedade, não se extinguiu a necessidade do serviço desinteressado em seu benefício.

Lions é uma associação única, diferente de quaisquer outras associações de assistência ou beneficentes porque tem estatuídas suas práticas, consignadas em um sábio protocolo que o distingue e enobrece perante as outras entidades de servir.

Essas práticas, sob a égide do companheirismo são o norte, o caminho indicado pela bússola do servir e Companheiros e Domadoras, dirigentes ou não, imortalizaram sua atuação leonística, marcando de méritos e sucesso o seu passado, pelo respeito ao exercício de seus cargos e atribuições, seguindo estritamente, o roteiro, a regra, a linha traçada por Lions para esse exercício.

Do que, portanto, sentimos saudade? De Companheiros e Domadoras ícones pelos seus exemplos de coragem, concretizando sonhos e arregimentando adeptos. Da correção da prática leonística, do zelo nos contatos humanos, da alegria ruidosa das festivas, das Convenções, da troca de atenção e carinho entre associados de diferentes Clubes, do sadio companheirismo. De associados trabalhando em uníssono, nos Clubes, junto a suas comunidades, como em uma grande colméia, todos por um, um por todos, da proximidade das comunicações, do prazer dos associados sentindo-se na obrigação de honrar com sua presença e participação os eventos de outros Clubes e do Distrito, não medindo esforços para atuar em seus projetos, numa sadia competição entre Clubes, Divisões e Regiões, do reconhecimento ao trabalho executado com responsabilidade e amor.

Temos consciência de que a vida moderna, as simplificações da tecnologia em detrimento dos contatos humanos mais diretos, a insegurança das ruas, a idade provecta de grande número de associados são dificuldades que, no passado não eram tão comuns, em contraposição aos tempos atuais, tornando difícil deixar de assistir a um programa de televisão ou a um jogo de futebol, ou mesmo deslocar-se da residência para ir às reuniões do Clube ou às reuniões de companheirismo.

Estar no Lions e sentir saudade do passado é um indício de que as lideranças, em todos os âmbitos leonísticos, precisam despertar para a necessidade de atrair os associados, facilitando a freqüência e convívio leonísticos, quer proporcionando atividades planejadas, eliminando a improvisação, quer valorizando a capacidade de todos, envolvendo-os, coletivamente, na operacionalização das práticas, mesmo escolhendo, cada um, o tipo de atividade que melhor poderá exercer, jamais desprezando o protocolo e sim, cada vez mais desenvolvendo a aprendizagem de seus princípios, por todos.

Conduzir qualquer ação de Lions, ignorando os objetivos, o código de ética e o protocolo leonístico, o que pode estar acontecendo nos dias atuais, talvez pensando em contentar associados que optam por ações mais práticas, menos exigentes, é concorrer para sua descaracterização e desprestígio.


CaL Eunice Rodrigues de Mello Junqueira * CaL Eunice Rodrigues de Mello Junqueira
Diretora de Comunicação do LC SP Tucuruvi - Distrito LC-2
Editora do Boletim "Leão Gafanhoto Verde" - LC SP Tucuruvi
Assessora Distrital de Educação e Cidadania - Distrito LC-2
Assessora do Boletim da Governadoria do Distrito LC-2
Assessora Distrital da Revista The Lion Brasil Sudeste
Diretora de Questões Educacionais e Alfabetização da Fundação Lions do Distrito LC-2
E-mail: eunicejunqueira@ajato.com.br
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