Visão transcendental no Leonismo

PDG CL Ernesto Martin Barmann *
A suposta necessidade de mudanças no Movimento Leonístico, tão faladas, comentadas, propaladas, em voga e com tentativa de aplicação hoje em dia, nos motiva a orientar nossos esforços interpretativos em direção a "Causa Transcendental", que é a pertencente á razão pura e que constitui uma condição prévia ou anterior a qualquer experiência, sendo que de maneira nenhuma, deve ser usada erradamente ou confundida com "Transcendente" que significa, fora do alcance de ação ou de conhecimento.

O analista e também Companheiro Leão, Danny Thomas propalava inspirado e tomando por base uma frase, freqüentemente mencionada por Melvin Jones nas suas exposições, enunciando: "O êxito na vida não tem nada que ver com quanto tiver aferido ou logrado por si mesmo e sim,... tem que ver com quanto tiveres feito pelos demais".

Tentaremos, mediante este ponto de partida, analiticamente montar ou estruturar um estudo comparativo, uma metodologia, um esquema, um guia ou orientação, úteis para aqueles Leões que desejam realmente melhorar a efetividade da sua liderança.

Existe hoje em dia, uma tendência dos Lions Clubes, ao igual às empresas, de ter uma visão "Transcendental". Uma missão que inspire aos seus integrantes, a passar por cima de si mesmo e deixar um rastro, um vestígio ou marca gravada e fixada. Mesmo assim, é difícil pensar em "Transcendência" quando a sobrevivência da organização se vê ameaçada utopicamente, correndo o risco aparente, de balançar nos seus alicerces, ou que supostamente esteja ameaçada de sucumbir.

Um Lions Clube se assemelha a uma viagem ou excursão, empreendida num transporte coletivo, em que os "passageiros" (CCLL e CasL), anelam chegar a um destino importante, não somente porque neste, estaríamos satisfeitos ou realizados, senão porque queremos ou tencionamos, levar bem-estar à localidade, comunidade ou coletividade em que pretendemos sedimentar o trabalho ou obra, conseguindo implantá-lo, para posteriormente colher os frutos da campanha ou empreendimento programado.

Sem dúvida, temos uma meta, um foco "Transcendental" e, assim mesmo, uma visão clara de como cumpriremos nossa missão. Temos traçado, programado e delineado um plano da rota a percorrer e, considerado um orçamento para atingi-lo. Iniciamos a viagem com muita motivação e vontade, orientamos, condicionamos e encaminhamos a todos os "passageiros" (Leões), focados e esclarecidos para atingir a nossa meta. Mas no caminho começam surgir os problemas. Precisamos de "comburente" (meios, numerário ou verba), para poder chegar a nosso destino. Não é fácil conseguir o mesmo, porque têm inúmeros outros "veículos" (organizações similares ou compatíveis) na procura ou busca.

A maioria das vezes temos que nos desviar da rota programada, porque necessitamos achar o "combustível" necessário para dar continuidade a nossa viagem, em caso contrario, se não o acharmos, não conseguiremos irmos em frente ou não sairemos do ponto de partida. Assim inicia ou começa a diária competência e concorrência para achar o "carburante" que nos permita seguir viagem. Ao cabo de um tempo, afadigados pela labuta para a consecução, geralmente teremos esquecido ou inconscientemente o relegamos num 2º plano em relação a nossa meta inicial (chegar a um determinado destino), pois agora o objetivo mudou!, É outro. Já não é mais chegar a uma fronteira "Transcendental" e, sim controlar, superar ou ganhar a "Concorrência".

Nesta analogia, o veículo coletivo é o Lions Clube ou o Movimento, que tem um destino muito importante, mas se "desvia ou altera a rota", no caminho. A guerra pelo "carburante" é a hostilidade declarada e constante pela consecução dos meios, dinheiro ou a rentabilidade para persistir ou continuar desenvolvendo a programação. E, esta contenda chega a ser tão intensa, que nos faz quase levar ao esquecimento do objetivo ou alvo pré-determinado.

Vejamos um outro comparativo, raciocinando por analogia. Usemos como ponto de partida uma empresa fabricante de produtos farmacêuticos, que sem dúvida, através dos seus produtos industrializados, tem entre outras, a louvável missão de levar cura e bem-estar na saúde de milhares de pessoas. Mesmo que a mencionada, oriente a sua estratégia para atingi-lo, no caminho surge uma competência acelerada, outra ou outras firmas que elaboram produtos substitutos e equivalentes, os intitulados "Genéricos".

Perante isso, o fabricante vê diminuir abruptamente e até, perde grande parcela do mercado de consumo, tentando reagir em contraposição lançando mão de estratégias de venda "agressivas". Do único que se fala e interessa em todas as repartições administrativas da empresa, chegando a, se tornar uma situação quase obsessiva é, de como vencer a competência, e da busca de como ganhar ou recuperar o mercado, freguesia ou a clientela.

Após certo tempo, se bem se continua mencionando os nobres objetivos de realizar através do tratamento medicamentoso, curas e prosseguir levando bem-estar na saúde dos usuários em honra a verdade, esta missão acaba sendo meramente "uma saudação à bandeira hasteada outrora". É sabido que a verdadeira finalidade, não é outra, da que ganhar a batalha da competência tentando obter mais meios, dinheiro, rentabilidade, ou seja, o anteriormente mencionado "carburante ou combustível", podendo assim retornar a dar continuidade à meta pré-determinada ou outrora programada e estabelecida.

Se o que foi mencionado é uma realidade, porque se esforçam tanto as organizações e empresas por ter "Visões Transcendentais?" Como comentamos anteriormente, as investigações acadêmicas demonstram que a "liderança" mais efetiva, é a "Liderança Transformadora". Aquela em que o líder leva a seus seguidores em direção de uma visão compartilhada, e sobre tudo, de grande repercussão. A "Transcendência" é uma das maiores motivadoras do ser humano. Além do mais, tem um sentido comum - todos nós "Leões" nos sentimos realizados em trabalhar por uma causa nobre e desinteressadamente. É indubitável que para atingir essa nobre causa, necessitamos do "combustível ou carburante", ou seja, dos meios, mas este não deve nunca se tornar ou ser o objetivo da "viagem".

Aparte do exposto, este é um tema de convicção e de propósito de vida. Se vocês realmente consideram que os objetivos "Transcendentais" são importantes, invistam a suas energias e esforços em encaminhar os focos dos seus Clubes direcionados nessa direção. Não será simples chegar a essa meta ou alvo; a concorrência tentará de todas as maneiras, atrapalhar, os afastar do seu caminho, mas vocês, deverão teimosamente dar continuidade e seguir em frente.

Se consideram que a "Causa Transcendental" é somente um esquema motivador, não invistam, nem percam tempo nela. Pois nesse caso, suas ações irão delatar as verdadeiras intenções de que somente pretendem gerar dinheiro, o que poderá acarretar problemas de credibilidade e coerência, o que prejudicará a pretensa obra, alastrando-se e atingindo em forma negativa e, muitas vezes irreparável chegando a lesar o Movimento Leonístico.

Devemos estruturar nosso sistema organizativo numa forma ou maneira sábia, inteligente e exemplar, espelhando e baseando-nos para, atingir a meta e sermos bons Leões, tomando como ponto de partida, uma orientação inicial definida: "A gente não tem que procurar ser o melhor do mundo e sim, procurar ser o melhor "para" o mundo".

Companheiras e Companheiros Leões e LEOS, estes ensinamentos analiticamente comparativos, são uma tentativa de demonstrar, que o notável da "Liderança Transformadora", tem seu ponto de partida em função da "Causa Transcendental" e consiste num todo, em mobilizar as pessoas em direção as causas que tem um significado maior do que a gente, endereçado a princípios que melhorem o Movimento Leonístico, seus Clubes e os Leões do Mundo.


PDG CL Ernesto Martin Barmann * PDG CL Ernesto Martin Barmann
Lions Clube Curitiba - Centro
4º Clube no Brasil
Moderador do CIRCLE LP pelo LD-1
E-mail: barmann@terra.com.br
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