A arte de ser um verdadeiro Leão

CL Antonio Benson Junior *
Um aspecto que nós, seres humanos, pecamos muito é a falta de auto análise. Muitas vezes procuramos culpados por determinadas situações e quase nunca questionamos se somos nós os culpados. Claro que é muito mais fácil projetarmos a culpa nos outros, pois assim nos eximimos de qualquer responsabilidade em relação aos acontecimentos. A verdade é que não gostamos de correr nenhum risco, quando temos que tomar qualquer atitude ou decidir a respeito de uma situação qualquer que requeira uma decisão. Esquecemo-nos que correr riscos faz parte da vida, como bem ilustra esse texto:

"Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr risco de se envolver.
Defender suas idéias é correr risco de ser contrariado.
Amar é correr risco de não ser correspondido.
Viver é correr risco de morrer.
Confiar é correr risco de se decepcionar.
Tentar é correr risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos porque o maior risco é não arriscar nada.
A pessoa que não corre risco nenhum, não faz nada, não tem nada, não é nada.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre".

Sêneca (orador romano que viveu entre 55 AC e 39 DC).

Precisamos enfrentar os momentos com serenidade e correr riscos sempre, pois errar e acertar são contingências da vida. Todos nós, ora erramos, ora acertamos ao longo de nossas vidas. O importante é participar, não se omitir jamais; é fazer o que manda nossa consciência, calcada no bom senso, na retidão de caráter, respeitando-se sempre a ética.

O verdadeiro herói é aquele que não se omitiu, arriscou-se e fez o que era necessário se fazer, enfrentando as conseqüências de seu ato. Não esperou que outro o fizesse; não pensou duas vezes; não se poupou; correu um risco que a maioria com certeza evitaria; não ficou só na boa intenção. Partiu para uma boa ação, impelido única e exclusivamente pelo seu instinto de solidariedade humana e amor ao próximo.

Muitas pessoas ficam com boas intenções até o fim de suas vidas, sem concretizá-las em ações, para não correrem riscos. Ficam sem amar, sem rir, com vergonha de chorar, completamente alheios ao próximo, sem nunca tentar nada, sem ariscar nada. Passam a vida de forma totalmente insossa, vegetativa, sem qualquer sentido.

Para uma mudança radical de postura, precisamos criar momentos de meditação para podermos passar a limpo todos os acontecimentos que temos enfrentado e analisá-los com coragem e determinação, buscando-se soluções para os problemas que vão surgindo no decorrer do tempo. Para tanto, devemos nos questionar sempre diante dos fatos da seguinte forma: O que eu fiz para provocar tal fato? O que eu deixei de fazer diante do fato?

Desta forma, abrimos nossos corações para os diálogos tão importantes em busca das soluções necessárias ao dia-a-dia.

A leitura periódica do Código de Ética do Leão é um exercício saudável de cidadania e humildade que auxilia a criação de um clima favorável ao auto-questionamento. A evocação dos Objetivos do Leonismo também auxilia no encontro do nosso eu interior e dentro desse clima, torna-se mais fácil a reflexão, o diálogo, o entendimento, a reconciliação, o perdão, a resignação e o arrependimento.

O VERDADEIRO LEÃO é aquele que segue esses preceitos e consegue enxergar muito além de seu próprio umbigo. Ele não é nada egocêntrico, muito menos narcisista. Desconhece o orgulho, despreza a cobiça e a vaidade e geralmente está voltado com muita intensidade para o seu semelhante, preocupando-se com a pobreza, a miséria, a doença e como ajudar a minorar o sofrimento e a desigualdade social.

Nas campanhas em que é arregimentado, como, por exemplo, no "SIGH-FIRST' , coloca-se a postos como um soldado raso, batalhando em todas as trincheiras para que o objetivo comum seja alcançado.

Ao contemplá-lo, completamente absorto em sua tarefa, chegamos a lembrar um pouquinho de Madre Tereza de Calcutá e nos sentimos recompensados pelo esforço conjunto e ao mesmo tempo orgulhosos por sermos também "Leões".

Alheio às badalações comuns a estes eventos, onde altas autoridades comparecem, muitas vezes com fins políticos, trabalha incessantemente, na maioria das vezes, atrapalhado por alguns falsos "leões" que comparecem travestidos de generais, dando ordens aos seus companheiros, fazendo cenas dignas de um diretor de Hollywood, mas preocupados unicamente com as fotos necessárias para o registro do momento solene, obviamente com eles em primeiro plano.

Esses pseudos leões comportam-se tal qual "papagaio de pirata" correndo atrás das personalidades, mas buscam sempre desculpas para fugirem do trabalho propriamente dito, pretextando compromissos inadiáveis e fogem do evento quando não há mais personalidades presentes, sobrecarregando a tarefa do verdadeiro leão, que resignadamente continua sua missão calado, mas ao mesmo tempo feliz.

O verdadeiro leão não aparece nas manchetes da mídia, como aqueles falsos, não ganham prestigio dos que dirigem à distância o movimento leonístico, mas vivem em paz com suas consciências e felizes pelo dever cumprido. Aliás, diga-se de passagem, o lema do leonismo é: Nós Servimos.

O falso leão se serve do leonismo. O verdadeiro leão serve o leonismo isto é, serve a comunidade através do leonismo.

Para esses falsos leões, nossos sinceros votos que um dia possam crescer espiritualmente, invertendo sua escala de valores e que percebam a importância do Movimento Leonístico em tempo hábil de ainda fazerem coisas úteis à sociedade, principalmente contemplando os carentes.

Não devemos perder nunca a esperança, de que esses companheiros, que felizmente representam a minoria, reconheçam quão inadequado é esse procedimento e reformulando-o, possam fortalecer o seu engajamento ao leonismo.

Todos nós temos apenas uma passagem pela vida, mas o Movimento Leonístico ficará perene, cumprindo sempre seu papel de servir ao bem comum como o vem fazendo há décadas, se desempenharmos a nossa missão com dignidade e principalmente se não deixarmos seu lema cair no esquecimento ou no descrédito.

Para finalizar, seria muito bom refletirmos as palavras de Baden Powell fundador do Escotismo: "Procurem deixar esse mundo um pouco melhor do que encontraram e, quando chegar a hora da morte, poderão morrer felizes, sentindo que, pelo menos, não desperdiçaram o tempo e que procuraram fazer o melhor possível".


* CL Antonio Benson Junior
Membro e Instrutor da Escola de Liderança do DLC-2
Secretário do Lions de São Paulo - Ipiranga
E-mail: abensonjr@terra.com.br
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