Limites da Invocação a Deus

CaL Rosinha Menezes *
Quando Melvin Jones idealizou um movimento que realizasse ajuda humanitária com interesses profissionais, certamente percebeu que teria que agregar pessoas com um único sentimento em comum: a necessidade íntima de se doarem àqueles que mais precisassem, sentimento este consubstanciado na palavra Servir.

Certamente também percebeu, como homem de grande visão, que essas pessoas deveriam ter abraçado, ao longo de suas vidas, diversas correntes filosóficas, políticas, religiosas, mas que, independente do que pensassem, exercitassem ou cressem, haveria neles a inequívoca vontade de servir aos seus semelhantes, de trabalhar por eles, de dedicar suas energias para melhorar suas comunidades, de estar presentes onde quer que fossem necessários.

Encontrar outros homens que aceitassem seus propósitos, entrosar uma infinidade de tendências diversas, fazê-las agir com coerência em direção a um propósito comum, foi a difícil tarefa do CL Melvin Jones e do CL William P. Woods, primeiro presidente da, hoje, Associação Internacional de Clubes de Lions, que acreditavam no Poder Divino a guiar-lhes os passos e a fortalecer-lhes os ânimos.

Por tudo que tenho lido e estudado do Leonismo, parece-me que em nenhum momento se exige que um Leão tenha esta ou aquela crença, sequer que tenha alguma crença, além da capacidade de doação, do pleno exercício da ética e dos objetivos Leonísticos e da vontade de servir, em seu mais amplo conceito.

E estas pessoas visionárias, hoje são mais de 1,3 milhões, encontradas em 205 países, falando diversas línguas e professando diversos credos, unidos pela boa-vontade e pelo sentimento de fraternidade. Mas, sejam quais forem as suas crenças, em cada uma delas haverá um Deus, um Poder Superior, que tomará diversos nomes, Deus, Jeová, Alah, porém sempre Deus.

Por isto, quando iniciamos nossas reuniões, invocamos o Poder Divino com o nome que damos em nossa língua materna, sem nos dirigirmos a desdobramentos religiosos. Não invocamos a Jesus, Nossa Senhora ou Oxalá, mas ao Ser Supremo, Deus. Não podemos nos esquecer que temos clubes de Lions em países como Israel, Índia, Japão, China, Tailândia, por exemplo, países que possuem crenças diferentes das nossas e que temos, como seres humanos e como Leões que lutam pela união e igualdade de todos os povos da Terra, que respeitá-las.

Tenho visto, em clubes de Lions, invocar-se a Jesus ou usar a oração que Cristo nos legou - o Pai Nosso, cantar-se hinos evangélicos e até a Ave Maria. A intenção é boa e seria muito adequada para um evento particular, porém impossível de ser aceita em um movimento que luta pela paz entre os povos. Na realidade, estamos sendo grosseiros com nossos Companheiros de crenças diferentes das nossas, ainda que eles não estejam presentes ou sequer saibam quem somos fisicamente.

Da mesma forma que sabemos que eles existem, eles também sabem que existimos e esperam de nós o mesmo respeito que nos é devido.

Enquanto os Leões falam muitas línguas e professam muitas religiões e crenças políticas, todos subscrevem os objetivos e princípios éticos comuns. Invoquemos ao Deus Universal e que Ele esteja sempre presente em nossas vidas e reuniões.

Em posse de diretoria de um clube, o que poderia ser uma tremenda "saia justa", foi contornada pela diplomacia de um Leão, que se retirou do salão ao se usar, como invocação a Deus, uma prece a Jesus de Nazaré. Seu credo era outro. Não custa evitar e usar, apenas, o que o Protocolo Leonístico prevê: invocação a Deus. Da mesma forma, tenho em meu clube um Companheiro boliviano, CL Raul Llora, aliás por 5 vezes presidente do Cabo Frio e que é o guarnecedor oficial da bandeira de seu país, sempre colocada em nossa panóplia. Evidentemente, não utilizamos a Oração pelo Brasil.


CaL Rosinha Menezes * CaL Rosinha Menezes
Assessora Distrital de Preparação de Líderes - AL 2007/2008
Lions Clube de Cabo Frio - RJ
Distrito LC-11
E-mail: romar.rj@gmail.com
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