Motivando sócios e realizando campanhas de sucesso

C.LEO/CaL Mauren Brandt *
Queridos Companheiros,

Quando falamos em entidades e grupos que têm como objetivo desenvolver trabalhos sociais e voluntários, devemos levar em conta dois elementos vitais para a existência de tais organizações: colaboradores e atividades.

Desta maneira também é a composição dos LEO CLUBES, uma associação de jovens voluntários que promovem atividades de serviço na comunidade tendo, como conseqüência, o desenvolvimento das qualidades individuais de Liderança, Experiência e Oportunidade.

Portanto, sem sócios não haveria um Clube, e sem atividades, também não.

Assim, vamos abordar as questões mais relevantes em relação ao nosso quadro social e planejamento das atividades a serem realizadas pelos LEO CLUBES.

Sócio

Vários são os motivos que nos levam a fazer parte do maior movimento internacional de jovens voluntários do mundo, seja pelas amizades, pais ou parentes que são do LIONS, festas, viagens, ajuda ao próximo... Mas o verdadeiro motivo pelo qual eles permanecem é por aprenderem a conviver e trabalhar em grupo, desenvolverem habilidades de liderança, administração de tempo e de finanças, tomada de decisão, solução de problemas e comunicações, por se sentirem realizados em "fazer a diferença", por verem seu trabalho reconhecido. Isso sem levar em consideração que ainda é possível aprender técnicas relacionadas a relações públicas, ensino, cuidados de saúde, etc, que serão úteis na vida profissional.

Sabemos, porém, que os problemas sociais são infinitos e que é impossível resolver tudo, ainda mais se estivermos sozinhos. Todavia se abraçarmos uma causa para ajudar a quem precisa e junto com outras pessoas que também desejam promover a justiça e a paz social, poderemos amenizar as dificuldades, agindo, como agentes de transformação social que somos, para a concretização deste grande sonho que é um lugar melhor para viver.

Quem Pode Ser Sócio de um Leo Clube?

Todo o jovem, entre 12 e 28 anos, que tenha o desejo de auxiliar ao próximo, através da oportunidade de desenvolver e de contribuir, de forma individual ou coletiva, como membro responsável da comunidade local, nacional e internacional, após seu nome ter sido aprovado pela Comissão de Sócios do Clube, tendo comprovado, durante determinado tempo, interesse em ser sócio LEO, segundo nossos Estatutos e Regulamentos.

O Que Devo Fazer Para Ser Um Bom Sócio?

  1. Conhecer o a história dos LIONS e LEO Clubes, bem como seus Objetivos, Estatutos, Regulamentos, Código de Ética, Símbolos e Protocolo.
  2. Participar de todas as reuniões e atividades propostas pelo Clube, contribuindo para a realização das metas da gestão.
  3. Usar sempre o distintivo de sócio LEO.
  4. Ser pontual aos seus compromissos.
  5. Ser responsável com seus compromissos assumidos com o LEO Clube, organizando-se para que sejam prioritários: a família, a escola, o trabalho e depois o LEO Clube.
  6. Acatar as recomendações e orientações do seu padrinho.
  7. Estar em dia com as mensalidades e contribuições para com o Clube.
  8. Trazer idéias de campanhas e sugestões para contribuir com a expansão e fortalecimento do Clube, buscando parcerias com o LIONS, órgão públicos e privados, entidades do Terceiro Setor, etc.
  9. Participar, sempre que possível, de eventos no Distrito, no DM, no CILBRA (FOLEOBRAS) e também no LIONS, principalmente de Treinamentos e Concursos de Eficiência, de forma a promover a divulgação do Clube e o intercâmbio de atividades com outros Clubes e Companheiros.
  10. Ser prestativo sempre que sua ajuda for solicitada pelo Clube ou por algum membro do LEO, do LIONS ou da comunidade, colocando as suas habilidades à disposição de quem delas necessitar.
  11. Evitar brigas e discussões que não levam á nada, respeitando a opinião dos demais, mesmo quando forem contrárias às suas.
  12. Ser companheiro e leal para com os demais membros do clube, proibindo fofocas e falsidades no grupo.
  13. Importar-se com os problemas do Clube, e mesmo não fazendo parte dele, contribuir para a sua solução.
  14. Elogiar as boas ações dos companheiros, bem como fazer críticas CONSTRUTIVAS quando necessário e ser HUMILDE quando também receber críticas.
  15. Trabalhar como um grupo unido, coeso, integrado, evitando a formação de "panelinhas" dentro do Clube.
  16. Contribuir para a renovação, expansão e instrução do quadro social.
  17. Participar de cargos no Clube, Distrito, DM e CILBRA, instruindo-se para assumir determinada função.
  18. Contribuir para história do Clube com documentos, fotos, troféus, materiais, etc, bem como buscar experiências e conhecer um pouco mais da história do movimento com sócios mais antigos.
  19. Transmitir aos demais os conhecimentos que adquiriu, passando à frente o que um dia alguém ensinou à você.
  20. Participar das atividades com entusiasmo e ser cordial com os Companheiros.
  21. Aprender a ser um Líder, e não um chefe.
Conhecer Para Amar...

Atuação do Sócio

Dez Maneiras de Matar Qualquer Organização:

NOTA: Em pouco tempo você conseguirá minar toda uma estrutura e deixar abaixo o esforço e o trabalho de muitos. (Autor/Bibliografia:desconhecido)

Atividades

O LEO Clube que deseja prosperar tanto na sua comunidade, bem como ser reconhecido dentro do movimento LEOístico e Leonístico, deve, primeiramente, elaborar um planejamento de gestão, incluindo as atividades que serão realizadas, festivas, treinamentos, viagens, etc.

É recomendável que todo o Clube mantenha uma campanha permanente, não só para identificar o Clube perante a comunidade, mas também para manter-se sempre ativo.

O que é interessante salientar, é que nos 10 últimos anos, muito se têm discutido a respeito da Responsabilidade Social com o aumento das entidades do Terceiro Setor, e da mesma forma, nosso foco de trabalho também vem sendo mais direcionado para essa questão, do que propriamente à filantropia.

Filantropia é, popularmente, "fazer o bem, sem olhar a quem", praticar atos de caridade. Já a chamada Responsabilidade Social, envolve características mais profundas, pois ela vai além da filantropia: é um dever de todos no exercício efetivo da cidadania, fazendo-se valer das garantias e direitos fundamentais asseguradas pela Lei, seja individual ou coletivamente, colaborando para a melhoria do bem comum, em detrimento à conseqüência dos atos praticados, procurando, ainda, exigir a quem de direito que cumpra suas obrigações.

Resumindo, podemos dizer que Responsabilidade Social significa cada um ser responsável pelas suas atitudes para que o seu ato não prejudique outra pessoa, pois o nosso direito termina aonde começa o do outro, trabalhando, assim, para diminuir as desigualdades sociais.

Cumpre-nos esclarecer, também, que fazem parte do Primeiro Setor - todos os órgão e empresas públicas, administradas pelo governo Municipal, Estadual ou Federal; Segundo Setor - todas as empresas e órgãos privados; e do Terceiro Setor - todas as entidades não governamentais (ONG), com ou sem fins lucrativos, assistenciais, filantrópicas, etc, que vem a surgir a partir da iniciativa popular, pequenos grupos e parcerias, em busca de uma sociedade mais igualitária e mais justa para se viver, porque nem o Primeiro Setor, nem o Segundo, conseguem suprir todas as necessidades sociais.

Nesse contexto, trabalha-se para a construção de um mundo melhor, com base na solução dos problemas "raiz", que passaremos a explicar mais à diante.

O mais importante, contudo, é que não nos tornemos insensíveis aos problemas sociais, e passemos a construir hoje o nosso futuro, fazendo algo por alguém, preparando um mundo melhor para viver!

Construindo um Projeto de Voluntariado

Para se elaborar uma campanha de sucesso, as etapas a serem seguidas são essenciais:

1 - Diagnóstico

Diagnóstico é identificar quais são as reais necessidades daquela pessoa, grupo ou organização social que receberá a ação voluntária.

É nesta etapa que também reconhecemos o perfil dos Companheiros LEO, identificando qual será o tempo, trabalho e talento que eles poderão dispor ao projeto para que possamos considera-lo posteriormente no plano de ação.

A partir desta primeira análise será possível identificar quais serão as ações, os recursos necessários, o tempo previsto, as ferramentas e os meios para a implantação do projeto.

Existem muitas maneiras para se elaborar esse diagnóstico|:

Uma outra dica, muito utilizada pelas entidades do Terceiro Setor, é a metodologia da ÁRVORE DE PROBLEMAS, através da qual identificamos não só o problema central, mas também a raiz desse problema e as conseqüências que ele acarreta, ficando mais fácil trabalhar na solução do mesmo, conforme o exemplo abaixo:

Árvore de problemas

2 - Elaboração do Projeto

Uma vez definido que iniciaremos o projeto em nosso clube, quem irá participar e quais são as necessidades de quem será por nós beneficiado, poderemos planejar nossa ação. Existem muitas formas de se realizar um projeto e o grupo deve discutir e decidir como irá faze-lo.

Se já conseguimos detectar o problema, fica menos complicado encontrar a solução. Se você usou a ARVORE DE PROBLEMAS, agora poderá usar a ARVORE DE SOLUÇÕES da mesma forma, conforme o exemplo abaixo:

Árvore de soluções

Para tanto, é fundamental refletirmos sobre algumas questões que envolvem a atividade a ser realizada:

Um detalhe muito importante não pode ser esquecido: quando procuramos o apoio, patrocínio ou parceria de uma empresa ou instituição, devemos apresentar uma cópia do nosso projeto que se estiver bem elaborado, e contendo os itens acima descritos, as chances de apoio são bem maiores, principalmente para as empresas deduzirem os valores doados na sua Declaração de Imposto de Renda (consultar Leis de incentivo fiscal Municipal, Estadual e Federal).

3 - Ação

Existem muitas ações que podem ser desenvolvidas por projetos de voluntariado educativo, considerando os diferentes públicos e áreas de atuação.

O trabalho com projetos, além dos benefícios que traz á comunidade, promove a cultura do voluntariado, envolvendo os Companheiros LEO em discussão político-sociais (apartidárias), de cidadania, saúde, habitação, artes, lazer, etc.

A partir da análise, diagnóstico e planejamento de ações, os envolvidos tornam-se parte de um projeto que beneficiará toda uma comunidade, em pequenas ou grandes ações, com responsabilidade, criticidade, autonomia, favorecendo diretamente o desenvolvimento das inteligências interpessoais e intrapessoais, essenciais na formação de cidadãos conscientes.

No entanto, devemos sempre considerar que o projeto deve atender as necessidades da comunidade e ser consistente com as habilidades e interesses do CC.LEO.

Veja alguns exemplos de campanha que podem ser desenvolvidas na sua comunidade:

4 - Avaliação

Após a realização do projeto, deve ser feita a avaliação dos resultados obtidos. Nesta avaliação deve ser elencado como e porque as metas foram alcançadas, superadas ou não atingidas.

Depois de pontuadas estas questões, poderemos estabelecer o que devemos corrigir e melhorar, além de perceber o quanto crescemos com tal experiência e se como deveremos proceder na próxima realização de tal atividade.

Os resultados também servirão de base para comparação se a mesma atividade for realizada em outros anos.

5 - Registro

A experiência pode ser divulgada, ampliada, analisada, revisada e reeditada se houver o registro das ações realizadas. A partir dele será formada uma base de dados comum de conhecimento, disponível para todos que necessitarem conhecer as etapas, os impactos, os resultados, as dificuldades e conquistas do projeto.

O registro pode se dar de diferentes maneiras:

6 - Reconhecimento e Comemoração

Reconhecer e comemorar são procedimentos que nem sempre são lembrados e são fundamentais em projetos sociais.

Valorizar, estimular e reconhecer ações de voluntariado são gestos que promovem o comprometimento. Existem muitas maneiras de reconhecer e apoiar a participação em projetos sociais:

Enfim, cada Clube saberá a melhor forma de reconhecer e comemorar o trabalho voluntário de todos os envolvidos no projeto.

Considerações Finais

Companheiro(a),

Várias são as formas de ajudar a melhorar o mundo em que vivemos. O que não se pode fazer é cruzar os braços diante dos problemas, porque ninguém fará por nós o que é necessário, só nós mesmos.

Por isso, contamos com cada um de vocês, sendo um bom sócio, um bom cidadão consciente das responsabilidades para com a comunidade e motivado a desenvolver atividades socialmente responsáveis.

Agora você já sabe o caminho e as ferramentas que pode e deverá utilizar.

Mãos à obra! O futuro também depende de você!

BIBLIOGRAFIA:


C.LEO/CaL Mauren Brandt * C.LEO/CaL Mauren Brandt
Presidente do Lions de São Paulo - Alto da Mooca - AL 2006/2007
Presidente do DMLEO - LC AL 2006/2007
Coordenadora do CILBRA 2004
Dir. Social do LEO Clube de São Paulo - Alto da Mooca DLC-2 - 2005/2006
Dir. Estatutos e Regulamentos do Lions de São Paulo - Alto da Mooca DLC-2 - 2005/2006
E-mail: maurenbrandt@gmail.com
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